Nascemos conectados! Hoje temos internet em casa, no trabalho, no celular ou tablet, no poste e no ponto turístico, em alguns meios de transporte ou vários tipos de eventos. Wifi e 3G/4G são partes integrantes do nosso cotidiano.

Nunca houve tanto acessibilidade a informação. Por dia produzimos mais conteúdo do que qualquer biblioteca física é capaz de armazenar. No entanto, por que surgem tantas pessoas que estão vazias de conteúdo? Como as novas gerações podem imergir rasos diante de um paradigma que apresenta uma infinidade de recursos informacionais e tecnológicos?

Defendo que processar dados e gerar informação é ter opinião diante de tudo.

Proponho aqui uma distinção significativa para prosseguir nesta questão. Dado é diferente de informação. Dados são conjuntos de conteúdos adquiridos pela experiência. O ato de organizar e classificar estes dados transforma-os em informação. Ou seja, informações são dados processados.

Diante deste pressuposto, eu indago o seguinte: o que fazemos com os conteúdos que assimilamos no dia a dia? Como gerenciamos o que recebemos, visto que estes conteúdos são pré-moldados para fins específicos?

Ler algo é estar diante de um ponto de vista. Existe um significado na construção daquele conteúdo. Mas como temos (ou somos capazes de ter) olhar semiótico, podemos extrair novos significados. Todavia, existe outro caminho: assimilar o conteúdo pré-moldado (com um significado prévio e intencional).

Defendo que processar dados e gerar informação é ter opinião diante de tudo. Você não é obrigado a concordar ou discordar. Mas novos significados surgem para quem se permite posicionar-se diante destes dados. Por isso, questione! Crie sua própria opinião, nem que seja para treinar o pensamento.

Vale aqui lembrar as palavras do escritor John Naisbitt: “a nova fonte de poder não é o dinheiro nas mãos de poucos, mas informação nas mãos de muitos”. Conhecimento e a informação são os recursos estratégicos. Vejo aqui o conhecimento como uma aplicação da informação adquirida, fugindo da alienação.

Creio piamente que a desinformação hoje não é uma condição, mas uma escolha. Não vou me aventurar no grau de consciência desta escolha, contudo há doses consideráveis de alienação.

Não seja um fantoche! A criação em ritmo industrial de dados é o ópio das novas gerações. Todos estão conectados com a internet, porém muito são desconexos com o conteúdo e as relações sociais. São rasos, vazios, tal qual a lousa antes do professor entrar na sala de aula.

Alienado ou não, chega de (des) informação…