Eaglemoss é uma empresa que ficou conhecida entre os quadrinhistas por ter lançado os fascículos com miniaturas da Marvel, que fez um grande sucesso e tem levando muitos a colecionar. E agora os DCnautas ficaram loucos  com o lançamento de uma bela coletânea de graphic novels com algumas das grandes sagas do universo DC, entre Batman, Superman, Liga da Justiça, entre outros.

Que país é esse? É culpa da empresa? É culpa da política? É culpa dos impostos? Bom, da população sei bem que não é…

Então começou a se formar um drama que colecionadores e adoradores de cultura pop no Brasil têm sofrido. Os altos preços e, em alguns casos, os abusos ou superfaturamentos em valores de coleções. Ser nerd ou geek no Brasil é algo que incrivelmente é mais caro do que fácil. Nós moradores de país em desenvolvimento, salário mínimo vergonhoso, educação em crise, impostos absurdos, ficamos finados a nunca poder aproveitar 100% nosso estágio cultural atual.

A selvageria capitalista é forte, e pessoas ficam frustradas por acabarem não tendo condições de por fazer uma simples coleção de gibis, porque o valor de um único volume se equipara a quase uma cesta básica. Que país é esse? É culpa da empresa? É culpa da política? É culpa dos impostos? Bom, da população sei bem que não é…

Enfim, voltando ao assunto principal, já constatamos que a Planeta de Agostini faz algo parecido, e a Eaglemoss está aumentando seus preços gradativamente. E desculpas, como a do dólar, e até do transporte é o que não falta. A situação que devia ser uma alegria acaba sendo muito frustrante a todos. A coleção é boa, tem bom acabamento, boa qualidade no papel, ótima impressão, capa dura e excelente extras como curtas histórias de clássicos da DC. Entretanto, mesmo com tanto apuro, até erros de grafia foram encontrados na primeira edição Silêncio, segundo o site da própria coleção:

No volume 1 Silêncio – Parte 1, foram constatados os seguintes erros, já corrigidos nos PDFs:
Na página 8, no primeiro balão, saiu grafado portas, quando o correto é pontas.
Na página 51, no último quadrinho, na manchete do jornal, o nome Olsen saiu grafado errado.
Na página 84, no segundo quadrinho do meio, a palavra quarteirões saiu sem o I.
Na página 85, no último balão do quadrinho maior, o correto é Clark e não Clary.
Na página 121, o nome de Lucius Fox saiu errado, assim como a grafia da palavra frustração.
Na página 132, no primeiro balão, faltou um R na palavra ficar.

Os erros acima foram, como já citado, corrigidos em pdf, porém o correto seria a substituição do exemplar pela edição sem erros. A editora resolveu disponibilizar somente as páginas erradas para download, fato que  leva a questionar o seguinte: Nós vamos imprimi-las e colar no lugar das erradas? Com certeza é um descaso com o consumidor brasileiro, que já é muito sofrido e uma notável falta de planejamento e revisão, já que existem tantos agregados nos valores, nenhum destes é para uma equipe de revisão?

Mas isso não é o pior. Diferente da coleção da Marvel, lançada pela Salvat, a Eaglemoss alavancou os preços iniciais de 34,99 para 39,99 e, agora, sobem novamente para 44,99. Desculpas à parte, o que impressiona e incomoda é o repasse ao consumidor de problemas que poderiam ser previstos. Para se ter uma idéia, o preço final da coleção com 60 edições ficará em torno de 2500 reais, caso não haja mais aumentos.

Nós dos Mosqueteiros Cyber e muitos outros colecionadores não aprovamos essa ingerência e, assim, assinamos uma petição que solicita a redução dos preços das edições, além de pedir que novos erros de grafia sejam evitados.

Caso concorde, com o teor dessa matéria assine também a petição, vamos cobrar mais respeito com o consumidor brasileiro, quando cobramos das empresas, elas cobram do governo. Não achamos que devam ser de graça simplesmente, pois tudo é trabalho em troca de serviço em nossa sociedade, mas que pelo menos sejam justos com a realidade, e que não pareça que querem lucrar antes do momento, sendo mais competentes em seus prospectos de plano de publicações.

CLIQUE AQUI PARA ASSINAR A PETIÇÃO
  • Pessoal abusa, já que o público sempre compra. Triste isso.

  • Adriano José Gonçalves

    Rumo aos R$ 50,00 por edição, para um acabamento que nem é tão bom assim em coleções que misturam HQs clássicas e válidas com outras tantas esquecíveis…