Para início de conversa é fato que nós seres humanos temos múltiplas personalidades para cada situação que vivemos. Isso mesmo, não sejamos hipócritas com nós mesmos. Temos uma cara lambida para nos comportar no trabalho, uma com o rosto doce para com nossos pais e pessoas amadas e uma bem diferente para estranhos na rua. Bom acredito que você já deve ter entendido bem do que estou falando, temos diferentes formas de reagir e agir para cada situação. Agora que temos nosso prelúdio do assunto vamos lá.

O eu de muita gente é a máscara, muito superficial. Nas pessoas que trabalham com atendimento ao público são as mais visíveis, e são muito variáveis. Este eu superficial acaba criando até certas confusões quando determinada pessoa não souber usar adequadamente.

Um grande exemplo é aquela atendente educada, tão atenciosa que o camarada não percebe que ela está tentando executar bem o seu trabalho e acha que está é dando mole. Claro que a falta de noção do especulador da situação é enorme neste caso. Vai por mim, isso é o que mais tem. O cara normalmente quer elevar o seu ego e ainda sai espalhando que a atendente da loja “X” vive dando mole para ele. Alguém ainda fala que ela é uma safada, que já percebeu ela dando mole também.

Nossa façam-me o favor pessoas adultas, que até hoje não sabem indicadores de mulheres que realmente estão interessadas. Acredito que você tem sérios problemas. Outro exemplo do “eu” superficial é aquele que se torna tão educado e eficiente que acaba sendo algo irritante. Nariz em pé, muitas vezes incapaz de agir pelo bom senso ou até dar um “oi”. Simplesmente para melhorar o ambiente de trabalho.

Pessoas que ainda não sabem criar uma imagem para suas relações de trabalho, ou social, tem sérios problemas de convivência. O que quero dizer é que o “EU” prático no dia a dia pode ser mal interpretado por outras pessoas, o que não o torna um “EU” muito eficiente na maioria dos casos. Felizes aqueles que tem um “EU” que sempre funciona. Lembrando que este dificilmente será o verdadeiro “EU” do individuo.

O “eu mesmo” é aqui quem eu, você e todos os outros são de verdade em suas mentes. Vale lembrar que dentro de nossas cabeças temos um universo de imaginação, somos o que quisermos, controlamos até o clima, lugares, e muito mais. No sonho vemos coisas impossíveis acontecerem, e olha que é no inconsciente.

Quando estamos acordados controlamos tudo e na imaginação somos quem quisermos ser à nossa vontade. O “eu mesmo” é tão incrível que ele serve até para conversar com nós mesmos. Quem nunca se pegou conversando consigo mesmo nem que seja em pensamento, atire a primeira pedra. O mais interessante é que, o “eu mesmo” conversa-se em português, ou seja, nós conversamos com nós mesmos no idioma que falamos.

Normalmente é um mistério, todos temos segredos que não queremos compartilhar. Este por sinal é o seu interior e só lá saberíamos a verdade sobre qualquer pessoa. Em outras palavras o “eu mesmo” é interessante, profundo e individual.

Finalmente o “eu nerd”. Me desculpem aos que acham que estou fazendo apologia nerd e que acham que estou criando uma seita nerd. Onde falo que isto é melhor do que qualquer outra coisa, mas o “eu nerd” é o eu mais libertador de todos. Há dois tipos de “eu nerd” verdadeiros: o que é naturalmente e o que se esforça para ser e consegue. Este tipo de “EU” é muito peculiar e caracterizado por pessoas de admirável intelecto.

Gostaria de lembrar uma coisa, boa parte dos nerds não são pessoas superdotadas, e sim pessoas que usam a inteligência que tem em seu cotidiano. Todos nós somos inteligentes, o problema é que muitos tem preguiça de usar seu conhecimento para poder criar, questionar, aprofundar e até mesmo para argumentar. Nerds tem gostos específicos e muitas vezes são bem diferenciados, e não clichês o tempo todo como muitos pensam.

O “eu nerd” é uma espécie de virtude onde cada um decide usar seu intelecto para absorver, e usar seja para trabalho ou para prazer. Suas virtudes podem ser influenciadas por outros, porém nunca imposta por meios duvidosos como mídias que banalizam algo e impõe como dogma alegando ser o melhor. Esse tal “eu nerd” faz um formador de opinião, uma pessoa estudiosa e que usa este conhecimento aplicado para algo em função de nossa sociedade.

De repente, é alguém que faz a diferença. Se hoje temos remédios, ciência avançada, tecnologia e meios de comunicação avançados. Com certeza foi por que alguém soltou o seu nerd interior em algum ponto da vida e fez a diferença. Nomes como Steve Jobs, Bill Gates e Mark Zuckenberg são exemplos de alguns que foram inspiradores de muitos. O nerd é preso em suas nerdices, ou não. Porém, é algo que ele escolheu para si mesmo, afinal nossa libertação absoluta não é ter a mente livre para se usar como quiser?

Logo, no fim das contas eu só usei estas variações dos “EUS”, apenas para lhe dizer que temos  uma inteligência e esta inteligência já é superior. Mas ela não vem pronta todos temos que usá-la para armazenar informações e treinar para saber como processá-las. Quando aprendemos a fazer tal feito, alcançamos a excelência de nosso melhor.

Se você se identificou com algum dos “EUS”, espero que seja o último mencionado. Se achou interessante este último e quer entrar nesse mundo, seja bem vindo! Você nunca mais será o mesmo e não vai querer ser de outro jeito.

O que foi? Ainda achou que estou induzindo outros a ser como eu acredito ser o certo? Então aplique a sua versão de “EU” nos comentários abaixo. Mas que fique a dica: que o melhor “EU” é o “EU” de você mesmo.

 Este texto é dedicado a todos os nerds que acompanham o Mosqueteiros e os que começaram a acompanhar recentemente. Um “Dia da Toalha” atrasado, mas pensado com todo carinho a vocês nerds!

Washington Eloi Francisco
Podcaster/Geógrafo Prof./Fotógrafo e… Nerd!!!! rsrsrs