Antes de responder essa dúvida imensa do mundo contemporâneo, vamos primeiro nos promover, afinal somos Mosqueteiros Cyber e surgirmos no bojo deste mundo global, como um site para disseminar assuntos de conversas entre amigos no dia-a-dia, sobre cultura pop. Daí o salto, popularmente chamado de “pulo do gato”, pois, como nossos integrantes são ouvintes assíduos de podcast e por este ser um tipo de mídia que permite uma melhor interação, resolvemos que o áudio seria a nossa prioridade para divulgar o nosso conteúdo, assim veio o Cybercast.

E que comece o download, aliás sente no seu carro ou ligue seu PC, baixe seus arquivos e aceite viajar pelas novas ondas, que já foram do Rádio, sendo as curtas do FM ou longas do AM, estas ondas vão com você… Independente da localização ou da distância, Berlim, Tóquio, La Paz, ou Sete Lagoas, estão quase que plenamente interligados com um novo mundo e esse novo mundo é cheio de possibilidades.

Podcasts são programas de áudio ou vídeo, cuja principal característica é um formato de distribuição chamado podcasting.

Podcasting é um meio de publicação de arquivos de mídia digital através de feed RSS, o que permite aos seus assinantes o acompanhamento ou download automático do conteúdo à medida que é atualizado. Nesses arquivos de áudio transmitidos via internet, os internautas oferecem seleções de músicas ou abordando os mais variados assuntos.

 

ORIGEM

Em 2004, a distribuição de arquivos com “programas de áudio” já não era novidade. Eles seguiam uma lógica próxima dos programas de rádio, mas eram distribuídos pela internet como arquivos MP3 ou similares. Para um internauta ouvir um desses arquivos, precisava, a cada nova “edição”, acessar o site que o hospedava fazer o download para seu computador e, só aí, ouvi-lo.

Aconteceram algumas experiências voltadas ao download automático de arquivos de áudio, mas geralmente ligadas a empresas que também eram responsáveis pela geração de conteúdo, buscando lucro direto. Como havia dificuldade de lucrar com o sistema, essas experiências eram deixadas de lado depois de algum tempo.

Contudo, a profusão de aparelhos portáteis reprodutores de arquivos de áudio, notadamente os de formato MP3, surgiram várias novas idéias de como automatizar o acesso ao conteúdo de audioblogs e demais programas de áudio. O método que mais teve sucesso foi à possibilidade desse download ocorrer automaticamente através de programas chamados “agregadores”, utilizando uma tecnologia já empregada para blogs: o RSS (Really Simple Syndication).

Explicando de uma forma bem simples, o RSS é uma maneira de um programa chamado agregador de conteúdo saber que um blog foi atualizado sem que a pessoa precise visitar o site. Ou seja, em vez de o internauta ir até o conteúdo, é o conteúdo que “vai” para o internauta. Antes, esse sistema funcionava para arquivos de texto, mas, em 2003, Dave Winer criou uma forma de fazer o RSS funcionar também para arquivos de áudio, para que o jornalista Christopher Lyndon pudesse disponibilizar uma série de entrevistas na internet.

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Dave Winer

Só que isso ainda não era podcast. Ao menos, não como nós entendemos hoje em dia. Só no ano seguinte, em 2004, que ocorreu, a evolução, que passou a diferenciar de vez esse sistema do RSS “normal”: Adam Curry criou, a partir de um script de Kevin Marks, uma forma de transferir esse arquivo de áudio disponibilizado via RSS para o agregador iTunes (que na época era a única forma de “alimentar” de conteúdo os iPods, populares tocadores de mídia da Apple – o iPhone ainda não havia sido lançado).

Esse sistema, chamado de RSStoiPod (um nome não muito criativo, mas que mostra de forma bem clara sua função) foi disponibilizado para que outros programadores o utilizassem livremente, o que fez com que vários outros agregadores passassem a também trazer esse download automatizado de arquivos de áudio.

Essa forma de transmitir dados passou a ser chamada de podcasting (junção do prefixo “pod”, oriundo de iPod, com o sufixo “casting”, originado da expressão “broadcasting”, transmissão pública e massiva de informações).

Adam Curry, “the Podfather”

Adam Curry, “the Podfather”

O termo podcasting foi utilizado pela primeira vez pelo jornalista inglês Ben Hammersley em uma matéria intitulada “Audible Revolution”, publicada no jornal The Guardian em 12 de fevereiro de 2004, para definir a forma de transmissão das entrevistas de Lyndon e acabou sendo adotado posteriormente para esse novo sistema de transmissão de dados.

Naturalmente, esse sistema não ficou limitado ao iPod, embora fizesse referência direta a seu nome. Porém, o nome “pegou” e os programas de áudio que começaram a ser distribuídos via podcasting passaram a ser chamado de podcasts. Em princípio, podcasts também são os programas de vídeo distribuídos dessa forma. Porém, no Brasil, há uma separação “informal” que classifica os programas de áudio como podcasts e os de vídeo como videocasts.

 

 

 

BRASIL

O Brasil possui uma tradição de adotar o uso de novas mídias de forma efetiva, especialmente as relacionadas à internet. No caso dos podcasts não podia ser diferente, tanto que o primeiro podcast brasileiro surgiu já em 2004. Sendo mais preciso, foi em 21 de outubro de 2004 que Danilo Medeiros criou o podcast Digital Minds, que surgiu como parte do blog de mesmo nome. Esse não foi o primeiro blog a disponibilizar arquivos de áudio para download, mas o primeiro a fazê-lo através do podcasting.

Em 15 de novembro do mesmo ano, surgiu o Podcast do Gui Leite. Na primeira edição, foi explicada a intenção de se fazer o podcast para testar esse tipo de tecnologia. Em dezembro de 2004 ainda surgiram os podcasts Perhappiness, de Rodrigo Stulzer, e Código Livre, de Ricardo Macari, em 3 e 13, respectivamente. No ano seguinte, vários outros programas estrearam, muitos inspirados nesses primeiros representantes brasileiros na mídia podcast.

Em 2005 foi organizada a primeira edição da Conferência Brasileira de Podcast (PodCon Brasil), primeiro evento brasileiro dedicado exclusivamente ao assunto, em 2 e 3 de dezembro em Curitiba, Paraná. O evento foi organizado por Ricardo Macari e patrocinado pelo podcaster Eddie Silva e pela cervejaria Kaiser. Posteriormente, passou a fazer parte do Fórum de Mídias Digitais e Sociais.

Durante a PodCon 2005, foi organizada a Associação Brasileira de Podcast (ABPod), tendo sido indicado para presidente o podcaster Billy Umbella, mais conhecido como Maestro Billy, aceito por unanimidade. Contudo, apesar do promissor crescimento da mídia podcast, ainda em 2005, ocorreu o chamado “podfade”: o fim de vários podcasts no Brasil e no mundo pelas mais diversas razões. O fenômeno continuou até o início de 2006, adiando projetos como o Prêmio Podcast e novas edições da PodCon.

Em meados de 2006, com poucos remanescentes da “primeira geração” de podcasters ainda publicando, vários novos podcasts surgiram e a mídia voltou a ter um crescimento. Especialmente a partir de 2008, quando o Prêmio iBest, então um dos principais prêmios brasileiros voltados à internet, incluiu a categoria “podcast” para julgamento exclusivo por voto popular. Na ocasião o vencedor foi o Nerdcast, seguido por Rapaduracast e Monacast, todos representantes dessa “nova geração” (os dois primeiros surgiram em 2006 e o terceiro, em 2008; sendo que apenas o Monacast não é mais produzido regularmente).

Em 2013, o cybercast foi criado com o primeiro episódio sobre Fifa x PES, temático de games, assim temos o primeiro podcast dos Mosqueteiros Cyber lançado.

 

CONCLUSÃO

Conforme debatemos o podcast é uma tecnologia desenvolvida em 2004 por Adam Curry. O termo surgiu com a união das palavras Ipod (dispositivo de armazenamento de áudio) e Cast – advinda da palavra broadcast que significa distribuição – (Moura, 2006). Esta tecnologia de divulgação de áudio através da Internet, vem ganhando cada vez mais adeptos, sendo utilizada em variadíssimas campos e áreas do saber como seja: a comunicação social, os ambientes empresariais e a educação entre muitas outras.

Para nos darmos conta do crescimento exponencial desta tecnologia basta observar como esta divulgada em portais de notícias, sites institucionais e educacionais. O podcast pode ser considerado como uma nova forma de comunicação multidirecional, assumindo um papel de grande importância na divulgação de informações, conteúdos e saberes, a um público diversificado e oriundo de contextos sócio-culturais muito diferenciados.

Sendo um processo muito recente, que ainda está a popularizar-se, a estabelecer-se, junto dos utilizadores, como uma alternativa interessante para a difusão de conteúdos sonoros. O Podcast é uma forma de expressão cultural de uma sociedade digitalizada, que contribui para o desenvolvimento de formas individualizadas de produção, disseminação e armazenamento da informação.

Extremamente versátil, pode ser utilizado em diversos contextos educativos, abrindo espaços para novos ambientes de aprendizagem presencial e a distância, diversificando e potenciando as formas de comunicação e interação entre professores e alunos.

Referências Bibliográficas:

Moura, A.; Carvalho, A. A. (2006). Podcast: Uma ferramenta para Usar Dentro e Fora da Sala de Aula. In Rui José & Carlos Baquero (Eds.), Proceedings of the Conference on Mobile and Ubiquitous Systems. Universidade do Minho, Guimarães, p.155-158.

Barros, G. C., e Menta, E. (2007). Podcast: Produções de áudio para educação de forma crítica, criativa e cidadã. Revista de Economía Política de las Tecnologías de la Información y Comunicación, IX, (s/p)

Bottentuit Junior, J. B. ; Coutinho, C. P. (2007) . Podcast em Educação: um contributo para o estado da arte. In: IX Congresso Internacional Galego Português de Psicopedagogia, 2007, Coruña.p. 837-846.