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Algo que tenho reparado muito nos últimos tempos, é como as pessoas andam críticas. Este assunto em termos, é muito difícil de falar, mas quero falar assim mesmo.

Noto que existem tipos de críticos; o primeiro, é o “coerente”, ele realmente tem uma opinião fundamentada sobre o assunto, seja de filmes livros ou HQs. Muitas vezes ele tem história com aquilo, e o que ele comenta positivo ou negativo, dá pra sentir que ele tem motivos para ter aquela opinião. Estes muitas vezes por serem muito consitentes, influenciam outros a seguirem o que falam.

O segundo é o “papagaio”, sim ele só repente o que outros falam. Muitas vezes ele vê um programa, e segue repetindo o assunto. Este é extremamente manipulável, ele muda de opinião constantemente, basta ver alguém falar mais bonito, ou ficar com medo de ser excluído em algum grupo de discussão. Este é o verdadeiro vira-casaca.

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E o terceiro, que é o “chato”, certamente este é o mais insuportável de todos. Isto porque ele acha que sabe tudo, acha que só o que ele fala está certo, e fala mau de tudo. No caso dos “chatos” existem dois tipos, os que realmente dominam os assuntos, e os que fingem que dominam. Os que dominam usam seus argumentos para destrinchar e destruir qualquer visão inovadora, ou que saia fora dos seus misteriosos padrões do que é certo. Os que fingem são os que fazem colinha quando discutem na internet, dão uma de sabe tudo só blefando, em outras palavras ficam querendo se mostrar, ganhar estatus social entre grupos e comunidades. Como se isso fosse algo que realmente valesse a pena, ser reconhecido por orgulho.

A maior diferença entre estas três categorias, é que as duas últimas são pessoas falsas, carentes de personalidade, mentem para eles mesmos, ainda tem muito que construir para sí. O interessante é que alguns sabem disso, pois são pessoas inteligentes, porém perdidas. Procurar ser o “coerente” faz bem até para a alma, pois te tonará alguém mais autêntico.

Outro grande problema do crítico, é a falta de respeito com opiniões dos outros, ou simples fato de pouca capacidade de aceitação. E as vezes nas redes sociais, eu fico impressionado com a variação e a crítica sobre as opiniões. Alguns até se referem ao outro com total preconceito, ou duvidando da inteligência do mesmo, é realmente impressionante.

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Algo que reparei recentemente foram as discussões sobre o filme “Birdman”, estrelado por Michael Keaton, e com participação de Edward Norton.  O filme tem seus méritos, pois fala do cinema sensacionalista de produções com ação e explosão, e que vivemos uma época, onde fois esquecido a verdadeira natureza da dramaturgia. Claro que como todas as pessoas tem vivências e inteligências geradas de forma diferente, alguns vão gostar, e para outros nem fará diferença, como é para qualquer outro filme.

O que me impressionou, é que para alguns que defendem a história do filme, quem não gostou, é porque não sabe nada de cinema, ou ficou sendo criticado, tipo, se não gostou, é  por gostar de filmes de ação. Eu me pergunto, nós não somos livres para gostar do que escolhermos? O que prova que se as pessoas que gostam de “Laranja Mecânica”, são mais inteligentes do que quem gosta de “Exterminador do Futuro”? Em grupos de fans de filmes de super heróis e mídias nerds em geral, foi cômico ver que várias pessoas tinham este seguimento. Para alguns a crítica que o filme sujere, serve para pessoas críticas se tornarem mais críticas, e mais, críticas da categoria “chato”. Claro há exceções heim pessoal.

Crítica é na verdade outro nome para a palavra “gosto”. O que para uns é perfeito, para outros é irrelevante. Ninguém é obrigado a gostar de nada, ter sua personalidade e seus fundamentos, e aproveitar o que a tecnologia nos tem dado de melhor é o que importa. Aproveite, seja feliz, não ligue para a opinião de outros, tenha sua própria personalidade, viver o que outros gostam, é o que verdadeiramente  merece uma crítica dura sobre alguém.